Daniel Bourdanné*
Os estudantes podem não possuir muitos recursos financeiros, mas eles podem igualmente contribuir com o ministéri
o. Fiquei comovido quando escutei a história de Moisés, um estudante com poucos recursos financeiros, que devido ao seu amor pelo trabalho estudantil quis contribuir financeiramente com o mistério, economizando alguns lanches. Quando deixou a universidade para entrar no mundo profissional, ele manteve suas contribuições com fidelidade. Também conheço um grupo de estudantes que decidiu trabalhar em suas férias e com o lucro obtido sustentou o movimento estudantil local. Como resultado, a situação financeira do movimento local estava em melhor estado do que a do movimento nacional.
Uma das prioridades estratégicas da IFES, até 2020, é o desenvolvimento de uma onda de generosidade entre os estudantes e os movimentos nacionais. Como a iniciativa estudantil é o centro de nossas prioridades, eu queria animar os estudantes a exercitarem-se em generosidade. Creio firmemente que os estudantes têm a completa responsabilidade em apoiar o trabalho financeiramente. Eles devem ser a primeira fonte de apoio financeiro com que os movimentos nacionais podem contar.
A generosidade dos estudantes não pode ser opcional. É parte integral do processo de discipulado. Doar é primeiramente um ato de adoração a Deus e uma expressão de nosso amor por Ele. É também uma oportunidade de dessacralizar o dinheiro, o deus Mamóm, que pode facilmente nos envolver e nos fazer independentes de Deus nosso Criador. Moisés e outros estudantes doaram porque se “deram primeiramente ao Senhor” (2. Cor. 8:5), por isto é que viram a generosidade como um privilégio.
Se não aprendermos a doar enquanto somos estudantes, será ainda mais difícil quando começarmos a nossa carreira profissional porque não temos exercitado a disciplina necessária da generosidade. Os cristãos mais generosos são aqueles que aprenderam a doar quando eram estudantes, como o exemplo de Moisés.
Por isto, animo os estudantes a “participar de uma onda de generosidade” sem precedentes, porque estou convencido que a generosidade deles contribuirá para mudar o mundo. Sem importar se a contribuição é dada individual ou coletivamente, se vem por meio de um trabalho de verão ou por deixar de tomar um lanche, por vender livros usados ou uma coleção, pelo dinheiro da mesada, o certo é que todos os estudantes que contribuem hoje são aqueles que terão em seus corações o desejo de apoiar as missões e as igrejas locais quando forem profissionais.
Animar os estudantes a doar é, portanto, crucial para o futuro da igreja e das missões.
* Daniel Bourdanné é secretário geral da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (CIEE, ou IFES – sigla em inglês).
Publicado no site da IFES, em 01.07.10